





Assane Diop (Omar Sy) bem que tenta se aposentar da vida louca de golpes que levava, mas tem gente querendo atrapalhar os planos do nosso mestre dos disfarces. Na parte 4 de Lupin, um impostor começa a cometer roubos espetaculares em nome do ladrão de casaca. Para quem já tem uma relação um tanto complicada com a polícia, um imitador desses está longe de ser uma homenagem.

A série francesa volta à Netflix três anos depois do lançamento da temporada anterior. Para Assane, o intervalo foi maior: quatro anos se passaram dentro da história, e ele continua preso. A prioridade dele agora é cumprir o resto da pena e voltar para a família.
O reencontro traz Ludivine Sagnier e Antoine Gouy de volta ao lado de Sy, que também assume a função de showrunner. Ao comentar sobre o retorno da obra que se tornou um sucesso global, o ator diz que se diverte com o trabalho na pele desse adorável vigarista. “Sempre digo que Lupin é como um brinquedo extraordinário, porque toda vez eu me divirto muito”, comenta.
Enquanto Assane tenta descobrir quem está usando o seu nome em vão, a gente revisita o caminho até a prisão, reúne curiosidades e conta tudo o que sabemos sobre os novos episódios.

Na parte 3 da série, que estreou em 5 de outubro de 2023, acontece de tudo um pouco. Assane rouba a Pérola Negra, finge a própria morte, salva a mãe, Mariama (Naky Sy Savané), com quem não falava há 25 anos, e conquista o apoio dos franceses — que vão às ruas homenageá-lo usando máscaras com o rosto de Assane.
Depois de colocar todos os que ama em apuros, para dizer o mínimo, o nosso protagonista se dá conta de que a única maneira de garantir uma vida segura e tranquila para Claire (Ludivine Sagnier), a ex-companheira, o filho Raoul (Etan Simon), a mãe e o melhor amigo é se sacrificar. Ele, então, se entrega à polícia. Antes, porém, negocia a libertação do fiel escudeiro Benjamin (Antoine Gouy) e uma coleção completa dos livros de Arsène Lupin para fazer companhia na cela.
É assim que a terceira parte termina: Assane é finalmente preso e ganha de presente um “colega” de cadeia odioso na cela ao lado, o arqui-inimigo Hubert Pellegrini (Hervé Pierre), o homem que incriminou seu pai, Babakar Diop (Fargass Assandé). Pelo menos, a leitura vai estar em dia.


A nova temporada começa dando um salto no tempo, quatro anos depois do fim da parte anterior. Assane quer deixar a vida de golpes e disfarces para trás. Faltam poucos dias para ele deixar a cadeia e, assim que sair, pretende honrar uma promessa feita a Raoul (agora adulto, interpretado por Théo Christine): visitar a família no Senegal.
Mas, como nada na história do nosso vigarista do bem predileto pode ser simples, um anúncio misterioso assinado por Lupin começa a circular na França. A mensagem avisa que vários museus serão roubados ao mesmo tempo. A segurança nos locais é reforçada, mas os crimes acontecem conforme o anunciado, e as suspeitas recaem sobre Assane, claro. E olha que ele ainda estava na cadeia, cercado por presos e agentes, quando os crimes ocorreram.
Ele afirma ser inocente, só que uma câmera chega a registrá-lo em um dos museus durante um roubo que deixa a capitã Sofia Belkacem (Shirine Boutella) gravemente ferida. Para provar que está sendo incriminado e desmascarar o impostor, Assane precisa fugir da prisão e retomar justamente a vida que pretendia abandonar.

Os oito episódios da parte 4 de Lupin chegam juntos à Netflix no dia 23 de outubro de 2026. Cada um tem aproximadamente 45 minutos, o que dá cerca de seis horas para acompanhar a nova história. Uma bela maratona para um fim de semana.
Entre os personagens que estão na parte 4, há aliados de Assane, policiais que conhecem muito bem suas artimanhas e novos rostos.

Assane é um golpista à moda antiga: se vira com disfarces, observação, estudo, ilusionismo e truques inspirados nas leituras de Arsène Lupin. Agora, esses métodos analógicos vão enfrentar um adversário que incorpora tecnologia de ponta aos golpes — são deepfakes, drones modernos, holografia e muito mais.
O impostor usa a identidade de Lupin para incriminá-lo, e a imagem captada no museu torna a situação ainda mais difícil. Para alguém que construiu uma carreira enganando os olhos dos outros, ter o próprio rosto usado como prova de um crime é uma baita dor de cabeça.
Um dos símbolos máximos da capital francesa, a Torre Eiffel está entre as locações da parte 4. É lá que acontece uma sequência de ação de dar vertigem. O metrô de Paris e a estação Saint-Lazare também estão entre os cenários.
As filmagens passaram ainda pelo Musée de Cluny, dedicado à Idade Média, e pelo Museu Nacional de História Natural, o Muséum National d’Histoire Naturelle. A lista inclui também o complexo Les Invalides, a Opéra Comique e os Arquivos Nacionais, além do terraço da loja de departamentos BHV.
Apartamentos, galerias e restaurantes reais também receberam a equipe e os atores, misturando os cartões-postais da cidade aos endereços do cotidiano dos parisienses.

Além de dar vida ao ladrão boa pinta Assane Diop, Omar Sy passa a ser showrunner de Lupin, ao lado de Louis Leterrier. A função envolve a supervisão criativa da série.
A criação da obra é de George Kay, em colaboração com François Uzan, com a participação de Marie Roussin, Florent Meyer e Tigran Rosine. Os roteiros da parte 4 são assinados por Mathilde Arnaud, Jean-Yves Arnaud, Tigran Rosine e Florent Meyer.
Edouard Salier, Everardo Gout e Hugo Gélin dirigem os episódios. A produção é da Gaumont, com a participação de Carrousel Studios.
Arsène Lupin é o ladrão de casaca criado em 1905 pelo escritor francês Maurice Leblanc. Assane Diop é o leitor voraz que se inspira nas aventuras dessa clássica figura literária para planejar os próprios golpes e truques. Os livros fazem parte da relação de Assane com o pai e com Raoul e, como a gente viu, continuam fazendo companhia a ele até na prisão.

Publicada originalmente em 1907, a coletânea Arsène Lupin, o Ladrão de Casaca (Arsène Lupin, Gentleman Cambrioleur, no original) ganhou novo impulso com a estreia de Lupin, em 2021, ocupando o topo das listas de mais vendidos ao redor do mundo.
Segundo o relatório O Efeito Netflix, divulgado em maio de 2026, a série contribuiu com mais de 90 milhões de euros para a economia francesa. Ao longo das três primeiras partes, mais de 600 fornecedores foram contratados pela produção.
A parte 3 de Lupin apareceu no Top 10 de séries em 91 países e territórios e chegou ao primeiro lugar em 52 deles, nas listas semanais registradas entre outubro de 2023 e fevereiro de 2024.
No ranking global semanal de séries em língua não inglesa, a produção permaneceu sete semanas na lista, entre outubro e novembro de 2023, quatro delas na liderança. Nessas sete semanas, acumulou 248 milhões de horas assistidas.
Assista à temporada completa de Lupin na Netflix.








































































